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Ficha Técnica
| Criação | Teatro do Concreto |
| Direção | Francis Wilker |
| Equipe de Direção | Ivone Oliveira Aline Seabra |
| Dramaturgia | Jonathan Andrade |
| Elenco | Alonso Bento Gleide Firmino Jhony Gomantos Lisbeth Rios Maria Carolina Machado Micheli Santini Nei Sirqueira Zizi Antunes |
| Atores Convidados | Adilson Dias Larissa Calixto |
| Direção Musical | Daniel Pitanga |
| Desenho de Luz | Diego Bresani |
| Figurinos e Direção de Arte | Hugo Cabral Júlia Gonzales |
| Cooredenação de Montagem e Logística | Ivone Oliveira |
| Fotos | Thiago Sabino Thiago Melo |



Entrepartidas
Início da noite, a cidade se move como um complexo organismo. É hora do embarque! O público toma um ônibus e viaja pelas ruas de Brasília onde conhece histórias de pessoas que se cruzam numa estrutura fragmentada, cuja dramaturgia brinca com a realidade e a ficção. Personagens que se equilibram no fio do tempo e nos lembram que a vida se realiza no encontro com o outro e que o instante é agora. Um espetáculo que visita o cotidiano para esbarrar, sobretudo, naquilo que é efêmero, chegadas e partidas, saudades, desejos, possibilidades, vidas e mortes. Entrepartidas é um convite a percorrer as ruas de si mesmo.
Entrepartidas é resultado de mais de dois anos de pesquisa do Teatro do Concreto sobre o tema amor e abandono. A escolha temática foi motivada por essa sensação abafada do cotidiano das grandes cidades onde, tudo, parece escapar, fragmentar e muitas vezes as relações afetivas sofrem processos de desvinculação. Ao longo do processo de criação o grupo investigou além de referências da filosofia, sociologia e psicologia, as relações entre o teatro e outras linguagens como a intervenção urbana, a dança, a performance e a literatura, sobretudo a obra de Caio Fernando Abreu. Quanto à pesquisa em espaços da cidade, a primeira experiência, realizada em 2008 durante o Festival Internacional de Teatro de Brasília, foi Ruas Abertas, um conjunto de intervenções cênicas em faixas de pedestre e na rodoviária do plano piloto. Além desse experimento, o CONIC, a Rodoferroviária, a Praça do Índio, Praça da 705/6 Sul foram espaços de intensa busca e descobertas.
O resultado desse mergulho vivo no cotidiano da cidade resultou num espetáculo que explora o conceito de trânsito: de um ponto a outro, da vida para a morte e da realidade para a ficção. Nesse contexto, a cidade de Brasília é trabalhada como “palco-cenário-personagem-texto”, numa relação de diálogo com a sua gente e os seus espaços.