OS 7 ATOS DO CONCRETO

OS 7 ATOS DO CONCRETO

 

Nessa quinta-feira,  dia 06/10,  o grupo brasiliense Teatro do Concreto finaliza o ciclo de debates “Concreto Aberto” com a participação dos psicólogos Roque Gui e Elizabeth Mori que discutem o espetáculo Entrepartidas e suas visões sobre amor e abandono. Encerrando a programação comemorativa de seus 7 anos de trajetória,  o grupo irá lançar uma publicação – Concreto em 7 Atos –  que reúne depoimentos dos artistas sobre os processos de criação de cada um de seus espetáculos (Sala de Espera, Diário do Maldito, Borboletas têm vida curta, Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos, Ruas Abertas, Entrepartidas e Mirante) e também textos de outros profissionais.

Com o livro o grupo pretende compartilhar um pouco de seus procedimentos e reflexões sobre a cena e também ampliar a leitura dessas criações, por isso, foram convidados autores de diferentes áreas do conhecimento (artistas, pesquisadores, críticos, psicólogos, advogados) para analisarem temas e aspectos dos espetáculos, entre os autores estão Tiche Vianna, Valmir Santos, André Carreira, Sérgio Maggio,  André Luis Gomes,  Luciana Lara, Graça Veloso, Thaís Dumêt, Lucia Andrade, César Lignelli, Joana Abreu, Zé Regino, Adeilton Lima, Maria Elizabeth Mori, Roque Tadeu Gui, Diego Azambuja e o crítico cubano Eberto García Abreu.

A publicação, que conta com o patrocínio do FAC, se afirma também como iniciativa importante no registro histórico da produção contemporânea de grupos de teatro no Distrito Federal e será distribuída gratuitamente para escolas, bibliotecas, centros culturais e interessados nas artes da cena.

“Pela inquietação formal e pela prospecção empenhada a cada abordagem, o Teatro do Concreto vem inscrevendo uma história e uma linguagem consistentes na cena de Brasília, retroalimentando pedagogias, práticas, poéticas e políticas com os pares locais, de outros Estados e de outros países.”  (Valmir Santos -  jornalista e crítico paulista).

“O Teatro do Concreto tem construído uma carreira brilhante, com uma produção constante e regular, mas nada previsível (…) As surpresas nem sempre vem pela forma de fazer. Muitas vezes vem pela ousadia da utilização do espaço. Outras, pela forma de narrar, e, outras pelo simples fato de abrirem mão do teatro que eles conseguem fazer tão bem, enveredando por terrenos menos seguros ou por territórios instáveis. Por se permitirem sair da zona de conforto.” (Zé Regino – ator, diretor e palhaço)

 

“Nosso primeiro encontro foi turbulento como toda paixão. Apaixonados, não nos largamos mais. De quando em quando trocamos figurinhas sobre nossas experiências. De quando em quando o grupo me chama para mais provocações. Venho então até eles porque eles também me provocam com suas procuras, com a necessidade de compreenderem a relação que têm com sua contemporaneidade, com a busca por linguagens que dialoguem com o público de seu tempo, com a permanente inquietação do artista criador e com a resistência, esta permanência teimosa do fazer cotidiano, que nos coloca em sala de trabalho, mesmo quando não sabemos o que iremos trabalhar, mas precisamos estar lá, para estarmos vivos.” (Tiche Vianna – diretora e pesquisadora teatral)

“Ao longo desses sete anos de criações do Teatro do Concreto, é possível perceber artisticamente a radicalização da aproximação do grupo com a cidade para além de um reconhecimento da importância de sua influência em suas reflexões.”

(Luciana Lara - coreógrafa e diretora da Anti Status Quo Cia de Dança).

 

SERVIÇO

Concreto Aberto

Data: 06 de outubro

Horário 19h30

Local: Sede do Teatro do Concreto – SDS – Ed. Venâncio V, Bloco R, loja 20

Fone: 3323-4079

 

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